Bicuar's Blog

Um ePortfólio que quero aprender a construir, colocando a mim mesma dentro dele

A Planificação do Ensino

 A  abordagem desta temática, embora de maneira sucinta, ofereceu uma percepção sobre o processo em si, suas condicionantes, sobre a forma como é levado a cabo pelos professores, o tipo de estratégias e actividades que mais exploram, etc. A ideia principal que se destacou é a de conceber a planificação enquanto instrumento flexível, considerando sempre, entre outros factores, as experiências e saberes académicos, sociais e pessoais dos alunos, de tal maneira que este seja, efectivamente, um facilitador do processo de ensino e da aprendizagem.

  • A Planificação do Ensino no Ensino Superior.

Contudo, substituir uma planificação minuciosa, rígida e fechada por uma planificação que seja efectivamente flexível, adaptável as situações, contextos e saberes que vêm com o próprio aluno, não quer dizer deixar de planificar de todo e passar a desenvolver as nossas actividades docentes sem qualquer indicador de método e organização. Ao contrário da percepção que a maioria dos professores no ensino superior tem (e refiro-me unicamente a realidade da minha instituição) sobre a planificação para realização das suas aulas e outras actividades docentes, este recurso é um espaço/instrumento em que o professor pode (e deve), efectivamente, exercer o seu papel enquanto elemento gestor do currículo na sala de aulas.

Zabalza (2003a) refere mesmo que a planificação é uma das competências que deve fazer parte do perfil do professor universitário, dizendo respeito, a sua capacidade para desenhar o programa de ensino da sua disciplina, como um jogo de equilíbrio entre a predeterminação oficial da disciplina e a sua própria iniciativa profissional para desenhar um programa “próprio”; equilíbrio entre a própria visão da disciplina e a intervenção legitimadora do Departamento, na sua função de revisar e coordenar os diversos programas; equilíbrio entre a própria experiência e competência profissional do docente e as características e interesses dos seus alunos que necessariamente deverá levar em conta, e com quem poderia chegar a negociar alguns aspectos do programa. Segundo este autor, planificar o ensino significa levar em consideração as determinações legais, os conteúdos básicos da nossa disciplina, o marco curricular em que esta se enquadra (em relação a que perfil, em que curso, com que duração) a nossa própria visão da disciplina e da sua didáctica (a nossa experiência docente e o nosso estilo pessoal), as características dos alunos e ainda levar em consideração os recursos disponíveis. Portanto, e ainda segundo o autor, quando planificamos a nossa acção docente, quando desenhamos o programa da nossa disciplina, estamos, de facto, nos situando num espaço de tomada de decisões.

No entanto, esta consideração passa pela aposta que o professor tem que fazer em ser ele próprio o co-responsável pelo projecto – assumindo que o currículo é, efectivamente, um projecto – e pela gestão do seu próprio trabalho na aula (Zabalza, 2003b).

  • Referências bibliográficas

Zabalza, M. Á. (2003a). Competencias docentes del profesorado universitario. Calidad y desarrollo profesional. Madrid: NARCEA EDICIONES.

Zabalza, M. Á. (2003b). Planificação e desenvolvimento curricular na escola (7ª ed.). Lisboa: ASA Editores.

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Março 28, 2010 - Posted by | Geral, O meu blog, O meu ePortfólio | ,

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